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Brasil comemora a marca de 10 GW em potência instalada de energia eólica


08/09/2016, 12:15:19

O setor de energia eólica no Brasil passou a ter, em 2016, capacidade instalada de 10 gigawatts (GW) em cerca de 400 parques com mais de 5,2 mil aerogeradores em operação. Com isso, a fonte de energia renovável representa 7% da matriz energética brasileira e registra 80% de nacionalização.

Pelos números do setor, em 2015, a energia eólica abasteceu mensalmente uma população equivalente a todo o Sul do país, e gerou 41 mil postos de trabalho. Os investimentos feitos desde 1998 somaram R$ 60 bilhões. Ainda no ano passado, a energia eólica teve participação de 39,3% na expansão da matriz, enquanto a hidrelétrica ficou com 35,1% e a termelétrica 25,6%.

Os números foram divulgados durante a 7º Wind Power 2016, encontro anual do setor, no Rio de Janeiro, encerrado no último dia 1 de setembro. A perspectiva é que o setor continue em crescimento. A presidenta executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Élbia Gannoum, disse que estão contratados perto de 9 GW em 2016 e a previsão é chegar a 2020 com 18,4 GW de capacidade instalada. “Hoje alcançamos o patamar da primeira fonte mais competitiva do país. Já estamos partindo para chegar em 2020 como a segunda fonte de energia do país e somos o setor da economia que mais cresce. O quarto país do mundo que mais investe, o oitavo que mais gera energia eólica e o décimo país em capacidade instalada”, disse.

Financiamentos
Élbia está confiante na abertura de financiamentos por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor e ficou satisfeita com a declaração da presidenta do banco, Maria Sílvia Bastos, de que a energia renovável é prioridade para a instituição. “As condições de financiamento vão se manter. Eles vão fazer alguns ajustes no sentido de chamar mais os bancos comerciais. Eles querem o mercado no financiamento do setor”, disse.

“Nós precisamos trabalhar com os bancos privados para tornar o setor de infraestrutura do Brasil mais robusto. Hoje temos um setor de financiamento, que quem financia é o banco de fomento, banco de desenvolvimento. O Brasil é um mercado enorme, então, temos muitas possibilidades. Só que alguém precisa ser o ator, começar este processo e a Maria Sílva está dizendo que o BNDES vai fazer isso. Acho muito bom”.

Metas na COP 21
De acordo com a executiva, por causa da energia limpa que produz, o Brasil é um dos poucos países que têm a capacidade de cumprir os acordos do clima de Paris, a Conferência Mundial do Clima (COP21), com tranquilidade e sem custo. “O Brasil é muito rico em recursos renováveis para produção de energia e pode fazer a opção de uma matriz limpa para o futuro, renovável, sem a necessidade de fazer subsídios, porque as fontes renováveis no Brasil são as mais competitivas”.

O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Eduardo Azevedo, que estava no encontro representando o ministro Fernando Coelho Filho, e destacou a importância das energias renováveis para o Brasil cumprir as metas que assumiu na COP 21. Azevedo disse que o governo estuda as formas de leilões de fontes complementares como eólica com solar e biomassa, além de biogás e gás natural. “A forma de hibridização está sendo estudada, de forma que possa colocar isso o mais rápido possível, talvez no começo do ano que vem”.

Fonte: Agência Brasil 


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