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Brasil e Reino Unido firmam parceria para pesquisa em biocombustíveis


04/11/2016, 12:28:47

As pesquisas para o desenvolvimento de biocombustíveis de segunda geração devem ganhar impulso no Brasil com o início de dois grandes projetos, que receberão apoio conjunto da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e do Biotechnology and Biological Sciences Research Council (BBSRC), um dos sete Conselhos de Pesquisa do Reino Unido (RCUK, na sigla em inglês).

O investimento em parceria foi anunciado pelas duas instituições, que aprovaram dois projetos de pesquisa colaborativa para a obtenção de biocombustíveis avançados envolvendo diferentes abordagens em biorrefinaria – como são chamados os complexos industriais que produzem combustível, eletricidade e produtos químicos a partir de biomassa.

O financiamento total aos projetos será de 5 milhões de libras esterlinas (aproximadamente R$ 19 milhões), dos quais £ 3,5 milhões (cerca de R$ 14 milhões) ficarão a cargo do BBSRC, e outros £ 1,5 milhão (algo em torno de R$ 5 milhões) da FAPESP. O valor investido nos dois projetos representa um dos maiores volumes de recursos já aplicados pela Fundação em uma chamada conjunta de propostas, e é justificado pelos desafios científicos e tecnológicos envolvidos, a serem enfrentados nos próximos quatro a cinco anos.

Um dos projetos foi apresentado por Telma Teixeira Franco, coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Estratégico (Nipe) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e David Leak, professor da University of Bath (Inglaterra). Os pesquisadores pretendem desenvolver enzimas e novos microrganismos fermentativos, melhorar as características da biomassa de plantas (palha, bagaço de cana, sorgo e resíduos de eucalipto) para produz ir biocombustíveis avançados e produtos químicos, além de explorar novas rotas tecnológicas e avaliar sua viabilidade industrial e comercial.

O outro projeto, proposto por Fábio Squina, pesquisador do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), e Timothy David Howard Bugg, professor da University of Warwick (Inglaterra), visa desenvolver novas rotas biotecnológicas para valorizar a lignina (particularmente de cana-de-açúcar e trigo), utilizada sobretudo para queima e fornecimento de energia para processos biotecnológicos, a partir do uso de microrganismos, desenvolvidos por engenharia metabólica, em produtos químicos.

Apoio estratégico
A chamada fez parte do acordo mantido desde 2009 entre a FAPESP e o RCUK, do qual o BBSRC faz parte, o que reforça a colaboração científica envolvendo Brasil e Reino Unido e a cooperação entre pesquisadores.

Fonte: Fapesp


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