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América Latina continua no topo da energia limpa, segundo relatório


21/12/2016, 10:32:29

Os países latino-americanos continuam na vanguarda do desenvolvimento de energia limpa entre as nações avaliadas no relatório Bloomberg New Energy Finance (BNEF), divulgado em 15 de dezembro. Segundo a análise do relatório, o investimento está chegando a novos registros e os mercados estão adotando instrumentos financeiros inovadores, como títulos verdes. A energia limpa está abrindo novas fronteiras para os prestadores de serviços e fabricantes de equipamentos, ampliando o alcance da indústria.

Este é o primeiro relatório BNEF no qual o Brasil não tem a classificação máxima na região da América Latina e do Caribe. A pontuação do país está acima do ano passado, mas não subiu ao ritmo de algumas outras nações da América Latina e do Caribe. Ainda assim, o Brasil continua a ser um dos 10 principais mercados globais de energia limpa, sendo ultrapassado somente pelo Chile.

Esta é a primeira vez que o Chile ocupa o topo do ranking, principalmente devido ao investimento recorde, que saltou de US $ 1,3 bilhão em 2014 para US$ 3,2 bilhões em 2015. As energias renováveis ​​tiveram um grande impacto no setor elétrico do Chile, contribuindo para a queda dos preços no atacado, mas também agravando os problemas de congestionamento da transmissão.

Com o Brasil ocupando o segundo lugar, o Uruguai encerra o top três graças à alta participação das energias renováveis ​​na matriz do país. O mercado uruguaio de energia limpa está em grande parte saturado, mas o país ainda tem muito trabalho pela frente na redução das emissões de gases de efeito estufa.

A região da América Latina e Caribe possui maior penetração de energia limpa do que qualquer região avaliada. Até o final de 2015, 12% dos 366GW instalados na ALC era representado por projetos de geração de energia de biomassa, eólica, hidroelétrica, solar e geotérmica. Estas fontes representaram 10% da capacidade instalada total nos países asiáticos cobertos pelo relatório, 3% nos países africanos e menos de 1% nas nações do Oriente Médio e do Norte da África. Se forem incluídas grandes hidrelétricas, 56% da rede elétrica da América Latina é renovável.

No entanto, a sobredependência da geração hidrelétrica trouxe problemas para vários países da região. Historicamente, o Brasil, a Costa Rica, o Uruguai e o Panamá sofreram de secas que colocaram suas matrizes de energia sob severo estresse. Mais recentemente, Colômbia e Venezuela enfrentaram crise devido à geração hidrelétrica abaixo da esperada.

Tudo isso levou os países a contemplar a diversificação energética e apoiar o desenvolvimento de energias renováveis ​​não-hidrelétricas. Esta tendência acelerou-se em 2014, e em 2015, as centrais de energia eólica, solar, hidroeléctrica, geotérmica e biomassa representaram metade dos 13GW de novas capacidades adicionadas na região. A maior parte veio do vento (4.1GW), principalmente no Brasil (2.6GW), no México (769MW), no Uruguai (376MW) e no Panamá (150MW) e o mercado deve continuar crescendo. Nos próximos cinco anos, a Bloomberg New Energy Finance (BNEF) espera que 22,5 GW de novo vento sejam adicionados na América Latina.

Os projetos de energia solar ainda representam apenas uma pequena parcela da capacidade comissionada na região, mas isso deve mudar nos próximos anos. A BNEF prevê 9 GW instalados na América Latina entre 2016 e 2018.

Apesar dos números relativamente pequenos, 2015 estabeleceu um recorde de capacidade fotovoltaica adicionada, em 0,9GW. Mais de 40% disso aconteceu em Honduras, impulsionada por uma generosa tarifa de alimentação de US$ 180/MWh para as usinas comissionadas até 31 de julho de 2015. O Chile ficou em segundo lugar, com 305MW de energia solar.

Fonte: Climatescope 2016


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