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México planeja impulso de US$ 46 bilhões à energia eólica


23/10/2015, 16:00:09

23/10/2015 -O México está planejando quadruplicar sua capacidade de energia eólica como parte do esforço do presidente Enrique Peña Nieto para transformar o setor energético do país.

O México espera ter, dentro de três anos, cerca de 10 gigawatts em turbinas em operação espalhadas por quase todas as regiões, contra 2,5 gigawatts que tinha em 2014, como parte de um plano do governo para adicionar 20 gigawatts em energia limpa até 2030, segundo a Associação Mexicana de Energia Eólica.

Somente em energia eólica, um total de 22 gigawatts será adicionado ao longo dos próximos 25 anos, exigindo US$ 46 bilhões em investimentos.

O impulso eólico se deve à convergência de duas tendências: a decisão histórica do México de eliminar o monopólio estatal e os esforços do país para transformar o setor que depende dos combustíveis fósseis para fornecer três quartos da eletricidade do país.

“Nós já estamos em um novo país”, disse Alejandro Peraza, diretor-geral da agência reguladora do setor energético, a CRE, em entrevista na Cidade do México. “O México está limpando sua matriz”.

O México é o maior produtor de petróleo da América Latina e o 10º maior emissor mundial de gases de efeito estufa. Foi o primeiro país em desenvolvimento a apresentar seu plano de redução das emissões de carbono antes da conferência da Organização das Nações Unidas em Paris, em dezembro, na qual quase 200 países deverão assinar um tratado de combate ao aquecimento global.

O México prometeu reduzir em 22 por cento suas emissões de gases de efeito estufa até 2030. O uso mais amplo de energias renováveis reduzirá a geração de energia baseada em combustíveis fósseis a 45 por cento.

“Existe em andamento uma política nacional clara para o combate da mudança climática”, disse Peraza. “Estamos indo na direção de uma economia de baixo carbono”.

Energia eólica

A economia do México crescerá 2,4 por cento neste ano, segundo uma pesquisa da Bloomberg News. O governo espera que a demanda por eletricidade aumente 4 por cento ao ano ao longo da próxima década.

Esse crescimento será impulsionado por uma mudança na direção das energias renováveis, que saltarão para 51 por cento da capacidade total instalada até 2040, contra 14 por cento agora, segundo a Bloomberg New Energy Finance. A maior parte disso virá da energia eólica, em parte porque os impostos de importação elevam os custos da energia solar.

“Os investidores estão começando a alinhar seus cavalos para a corrida”, disse Lilian Alves, analista da New Energy Finance em São Paulo.

Leilões anuais

Para facilitar essa transição, o governo planeja realizar leilões anuais de energia, o primeiro deles programado para março. As produtoras de energia receberão certificados para cada megawatt-hora de energia limpa que gerarem e venderão esses certificados de 20 anos por meio dos leilões a grandes usuários de eletricidade.

Os grandes consumidores precisarão ter 5 por cento de sua energia proveniente de fontes limpas até 2018. O governo também estabeleceu uma meta em 2012, que visa a obtenção de 35 por cento da energia gerada no país a partir de fontes de combustíveis não fósseis até 2024, contra 21 por cento atualmente.

Aqueles que não cumprirem as regras poderão ser multados em até US$ 200 por megawatt-hora utilizado, segundo Peraza. Os grandes usuários industriais poderão ainda ser obrigados a comprar certificados de energia limpa no mercado à vista.

Novas regras

As empresas de energia estão interessadas em entrar no mercado de energia limpa do México assim que as novas regras para os leilões e os certificados forem finalizadas, segundo Adrián Escofet, presidente da Associação Mexicana de Energia Eólica.

Essas políticas deverão ser anunciadas neste mês.

A Gauss Energia, empresa com sede na Cidade do México e dona do maior parque solar do país, planeja registrar 100 megawatts em projetos de energia no leilão de março.

“Estou otimista”, disse o CEO Héctor Olea. “Os certificados não podem ser incluídos nos documentos do projeto financeiro atualmente porque nós não sabemos seus preços”.

Fonte: Revista Exame

Imagem: Divulgação


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